Cuidado: O Lobo Mau Pode Atacar! Implicações dos Padrões de Diferenciação Egóica na Resolução do Processo de Separação Conjugal

RESUMO

O presente artigo foi gestado a partir de observações clínicas em consultório, especialmente através da solicitação de laudos psicológicos em situações de disputa pela guarda de menor, escutas de relatos trazidos por educadores que precisavam lidar com condutas sintomáticas de alunos cujos pais haviam se separado ou estavam em processo conflitivo, discussões com alunos do curso de Pós-Graduação em Terapia Familiar por EIRENE do BRASIL e da leitura dos aportes teóricos da abordagem Sistêmica em Terapia Familiar. Buscou-se compreender porque alguns casais conseguem fazer o processo de separação de forma razoavelmente confortável para os envolvidos, enquanto outros travam verdadeira luta campal, na qual são buscados reforços em alianças junto à família de origem para atacar e, se possível, alijar da presença dos filhos o outro cônjuge.  Encontrou-se na Teoria sobre os Sistemas Familiares de Murray Bowen, especialmente na sua Escala de Diferenciação de Ego, importantes subsídios indicadores de equívocos na construção de vínculos conjugais, geradores de conflitos, separações e reações de agressão, mistificação e alienação da figura parental. A inclusão de outros autores sistêmicos veio corroborar e amplificar as percepções obtidas, podendo-se confirmar que pessoas com maior diferenciação egóica conseguem resguardar os ganhos obtidos na relação conjugal, mesmo que esta já não se apresente mais satisfatória.

Autora: Vera Liane Petry Schoenardie

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