A Separação de Irmãos na Adoção: O Subsistema Fraterno

RESUMO

A proposta deste trabalho é abordar o tema separação de um grupo de irmãos no momento da adoção. Busca trazer a discussão sobre a importância desse subsistema dentro do conceito de família. Nas Varas da Infância e da Juventude quase todos os dias a decisão de separar ou não os irmãos tem que ser tomada pelos magistrados e promotores, tanto nos abrigamentos e concessões de guarda, como na colocação em família substituta, respaldados que são por laudo técnico. Poucos subsídios existem para nortear essas decisões, as quais interferem tão diretamente no futuro de tantas crianças e adolescentes. Trata-se de difícil dilema porque o que se deve pretender é buscar melhores alternativas, que venham atender prioritariamente às necessidades e direitos de cada infante ou adolescente. É a partir deste contexto que se discute o conceito sistêmico de família, em que não se pode deixar de incluir o grupo de irmãos, na ausência das figuras parentais. A adoção, ainda que represente possibilidade de mudança transformadora na vida de um grupo de irmãos, não pode ser vista como solução mágica de todos os problemas. Cada caso tem que ser estudado separadamente, e com a devida consideração sobre a importância do vínculo fraterno. A partir da leitura sistêmica dos vínculos fraternos, em como influenciam efetiva e diretamente cada área da vida humana e como se consolidam de forma a não se romperem, é que consiste basicamente a contribuição que a Teoria Sistêmica pode trazer à discussão deste trabalho.

Palavras–Chave: fratria, subsistema fraterno, separação, adoção, vínculos fraternos, holon, irmão parental.

Autora: Salma Mancebo Corrêa

Esta entrada foi publicada em Escritos, Monografias. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.